domingo, 24 de julho de 2011

Consumo e costumes

Ponto de vista - 24 jul. 2011

Trotsky


Chamou-me atenção a reportagem de Fernando Eichenberg n'O GLOBO de hoje (p. 45), "Bisneta de Trotsky quer revolucionar o cérebro". A cientista mexicana Nora Volkow, radicada nos EUA, disse que se inspira no líder comunista para criar vacinas contra o vício em cocaína e nicotina.


Destaco o depoimento dela sobre a herança do bisavô famoso:

"Definitivamente, influiu no que sou. A expectativa que tenho como o que quero fazer da minha vida vem em grande parte por ter crescido nesta família, e pela grande admiração pelo que fez Trotsky como ativista revolucionário na URSS, mas também pelo que escreveu, pelo seu conceito de sistemas sociais globais, não isolados, o que para mim, como cientista, é importante. A ciência não tem fronteiras, e o conhecimento deve ser para todos".

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Consumo e costumes


Na página 43 do mesmo jornal O GLOBO de hoje, a reportagem "O sotaque regional das compras", de Fabiana Ribeiro. Legal aprender sobre a diversidade dos tipos de consumidores brasileiros; e saber que as indústrias do varejo estão atentas às peculiaridades de cada região. Exemplos: Norte e nordeste dão muito valor às fragrâncias; baianos gostam de usar Leite de Rosas como desodorante; goianienses são grandes consumidores da fruta pequi; recifenses de uísque e curitibanos de xampu anticaspa; protetores solares são mais vendido no Sul do país. Os cariocas por sua vez são os maiores compradores de camarão e azeite; e, ao contrário do que se supunha, pouco consumidor do feijão carioca.

A reportagem revela, inclusive, que o carioca tem o hábito de comprar fraldas na farmácia; enquanto consumidores do restante do país preferem o supermercado - onde, a propósito, acabo de saber que o preço da fralda costuma ser mais barato.

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